Wednesday, October 2, 2013
"Eu queria querer-te amar o amorConstruir-nos dulcíssima prisãoEncontrar a mais justa adequaçãoTudo métrica e rima e nunca dorMas a vida é real e de viésE vê só que cilada o amor me armouEu te quero (e não queres) como souNão te quero (e não queres) como ésAh! bruta flor do quererAh! bruta flor, bruta flor”

"Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor”

Monday, September 30, 2013

devir

"Quantos seres sou eu para buscar sempre do outro ser que me habita as realidades das contradições? Quantas alegrias e dores meu corpo se abrindo como uma gigantesca couve-flor ofereceu ao outro ser que está secreto dentro de meu eu? Dentro de minha barriga mora um pássaro, dentro do meu peito, um leão. Este passeia pra lá e pra cá incessantemente. A ave grasna, esperneia e é sacrificada. O ovo continua a envolvê-la, como mortalha, mas já é o começo do outro pássaro que nasce imediatamente após a morte. Nem chega a haver intervalo. É o festim da vida e da morte entrelaçadas."

http://caosmose.net/suelyrolnik/pdf/Artecli.pdf

Monday, August 12, 2013

homem que diz sou, não é
porque quem é mesmo é não sou

Thursday, August 8, 2013

poramor

(…)

desde então sou porque tu és,

e desde então és, sou e somos

e por amor serei, será, seremos.”

Tuesday, July 16, 2013

right on time

zoom in.

zoom in.

sem corretice. 
Elliott Erwitt

sem corretice. 

Elliott Erwitt

Sunday, July 7, 2013

Chema Madoz

Thursday, June 20, 2013
Tyrone Dalby

Tyrone Dalby

mapas afetivos

"Quando eu estiver velho, gostaria de ter no corredor da minha casa
Um mapa de Berlim
Com marcações
Pontos azuis designariam as ruas onde eu morei
Pontos amarelos, as ruas onde moravam as minhas namoradas
Triângulos marrons, os túmulos
Nos cemitérios de Berlim
Dos que me foram próximos
Linhas pretas redesenhariam os caminhos
Que percorri no zoológico conversando com garotas
Flechas de todas as cores
Apontariam os lugares nos arredores
Onde repensava as semanas berlinenses
E muitos quadrados vermelhos marcariam os quartos
Do amor da mais baixa espécie
Ou do amor mais abrigado do vento.”

W Benjamin